sábado, 16 de novembro de 2019

Reserva Particular faz campanha para construir viveiro de soltura de animais (Século Diário)


Viveiro será a base do programa de educação ambiental para reduzir captura e tráfico de animais silvestres

Um sonho que virou realidade e que cresce, agregando mais pessoas que se dedicam a construir um mundo melhor para todas as espécies que vivem nesse planeta. Essa é uma forma de sintetizar a história da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Reluz, que, criada há doze anos, se lança agora para uma nova campanha, de apoio ao Projeto Revoar, voltado à construção de um viveiro de aclimatação para soltura de animais silvestres vítimas da irracionalidade humana. 

O Espírito Santo tem apenas seis dessas estruturas, fundamentais para que esses pequenos seres, muitos ameaçados de extinção, possam de fato se reintroduzirem na natureza, seu hábitat original. 

O viveiro será a base de um programa de educação ambiental mais amplo, que contará com trilha interpretativa, meliponário, minhocário e horta medicinal, aprimorando o trabalho de conscientização já realizado pela Reserva. Para apoiar a campanha, basta fazer uma doação, de qualquer valor. 

A intenção é obter o montante necessário até o próximo 15 de dezembro.  Além da satisfação de saber ter contribuído para uma causa tão importante, os participantes receberão ainda um livro de da gestora da RPPN, Renata Bomfim, que é escritora e presidente da Academia Feminina Espírito-santense de Letras, além de diretora técnica da Associação Capixaba do Patrimônio Natural (ACPN), que reúne os RPPNistas capixabas, proprietários de RPPNs. 

Renata e o marido, Luiz Bittencourt, têm construído todas as obras da RPPN sozinhos até hoje. E um dos motivos que os levou a buscar ajuda para o viveiro é o desejo de engajar mais pessoas na causa. “É uma forma de mostrar que prender um animal silvestre tem consequências para o animal e o meio ambiente e que dá muito trabalho readapta-los”, explica a escritora. “Essa campanha tem nos aproximado de pessoas maravilhosas, solidárias e a obra deixa de ser nossa e passa a ser da coletividade”, diz.

O nome Reluz, explica a RPPNista, nasceu da junção das iniciais dos nomes do casal, Renata e Luiz, e  foi escolhido pelo seu significado de relumbrar, resplandecer, brilhar muito. “Esse termo está alinhado com a ideia de que a vivência com o meio ambiente gera consciência, ilumina as mentes, estimula a adoção de hábitos sustentáveis e ensina valores importantes para a vida”, poetiza Renata . 

Pautada nos valores do vegetarianismo, a RPPN Reluz já realiza um sólido trabalho de educação ambiental na região, voltado a reduzir os maus tratos, o tráfico e os atropelamentos de animais selvagens, principalmente na região de Marechal Floriano, onde a Reserva está localizada.

A Reluz também já recebe animais apreendidos e tratados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), inaugurado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em novembro de 2010 e situado no cinturão verde do bairro Barcelona, na Serra. 

O Espírito Santo possui apenas duas estruturas de triagem e tratamento de animais vítimas do tráfico, de maus tratos e atropelamentos. Além do CETAS, existe o Centro de Reintrodução de Animais Selvagens, mais conhecido como Projeto CEREIAS, fundado pela Aracruz Celulose (Fibria/Suzano) em parceria com o Ibama em 1993 em Barra do Riacho, em Aracruz, no litoral norte do Estado. 

Depois de passarem por um dos dois centros, os animais são então encaminhados para áreas de soltura, que são basicamente as unidades de conservação estaduais e as RPPNs. Entre essas áreas, apenas seis possuem viveiros de aclimatação, e a demanda é grande. 

Somente o CETAS, este ano, já recebeu 2,6 mil animais, 85% deles aves, oriundos de apreensões feitas pela Polícia Militar Ambiental, Iema, prefeituras, ou mesmo Polícia Civil e Polícia Federal. 

“O ideal é o viveiro, porque é um lugar de aclimatação. O animal fica no viveiro pra se acostumar ao ambiente antes de ir para a floresta. É o que chamamos de ‘soltura branda’. Depois que ele se aclimata, o viveiro é aberto e o animal é quem decide quando irá sair”, descreve o analista ambiental do Ibama no CETAS de Barcelona Josiano Cordeiro Torezani. “Aumenta o sucesso da soltura”, ressalta.

“Estima-se que haja mais de uma centena de criadouros ilegais que podem ser, a qualquer momento, descobertos pelos órgãos fiscalizadores e terem as suas atividades suspensas, especialmente as aves psitaciformes. Essa realidade descortina um cenário no qual a qualquer momento um grande número de animais possa ser recolhido pela fiscalização, e faltar locais adequados para receber os animais apreendidos”, alerta Renata. 

O tráfico de animais silvestres é o terceiro comércio ilegal mais lucrativo do mundo, depois das drogas e das armas, lembra a ambientalista. Estima-se que um número entre dois e cinco milhões de aves são comercializadas ilegalmente no mundo todos a cada ano e grande parte delas, cerca de 90%, morrem antes de serem vendidas.



Nesse sentido, o projeto Revoar objetiva sensibilizar o público sobre o tráfico de animais e a importância de nunca comprar ou manter aves silvestres como animais de estimação. “Muita pessoa não tem consciência de que ao comparem um desses animais está cometendo um crime ambiental e um crime contra a vida e a liberdade, pois é incalculável o prejuízo causado à natureza, pois as aves tem um papel fundamental na disseminação das sementes e equilíbrio do meio ambiente”, adverte a escritora e RPPNista. 

Para escolher a forma de apoiar a campanha do Projeto Revoar, acesse o site da RPPN RELUZ para obter o número de conta bancária, picpay e endereço do financiamento coletivo. 





FONTE: Século Diário (16/11/2019)

Projeto Revoar, da Reserva Natural Reluz.


sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Reserva Natural Reluz promove campanha de arrecadação para a construção de Viveiro de Reabilitação e Soltura de Pássaros Silvestres (Projeto Revoar)




PROJETO REVOAR: VIVEIRO DE SOLTURA

A retirada desses animais silvestres da natureza causa grandes danos ao meio ambiente, comprometendo as funções ecológicas exercidas por essas espécies no habitat natural. Além disso, soma-se ao trauma da captura, o fato de esses animais serem transportados de forma precária, sendo expostos a diversos tipos de maus tratos. Muita das aves apreendidas não tem condições de serem soltas imediatamente na natureza, demandando um período de readaptação.



Atualmente o Estado do Espírito Santo conta com dois centros especializados em recepção e atendimento a animais silvestres terrestres vítimas das atividades humanas, o Centro de Reintrodução de Animais Selvagens, mais conhecido como Projeto CEREIAS, fundado pela Aracruz Celulose em parceria com o IBAMA em 1993 e localizado na Barra do Riacho, Município de Aracruz (ES) e o Centro de Triagem de Animais Silvestres, CETAS, inaugurado pelo IBAMA em novembro de 2010 e situado no cinturão verde do bairro Barcelona, Serra, ES. 

O CEREIAS é, hoje, gerido pela parceria entre uma Cooperativa e uma OSCIP de mesmo nome e, por se tratar de uma unidade privada, não tem obrigação de receber animais provenientes de ações de órgãos governamentais. O CETAS, por sua vez, não foi totalmente implantado, contando atualmente somente com estrutura física destinada à
recepção e ao tratamento dos animais adoentados, em quarentena e que necessitem de cuidados ambulatoriais. O CETAS recebe um grande número de animais apreendidos e, uma parcela considerável dessas apreensões são encaminhadas para o CEREIAS.

 Esses dois Centros prestam serviços de extrema relevância para a conservação da biodiversidade no estado, devolvendo ao habitat natural animais apreendidos pelos órgãos ambientais fiscalizadores ou doados por particulares, entretanto, eles passam por algumas dificuldades operacionais como a falta de recursos financeiros e, muitas vezes, superlotação de animais.

Outro dado a ser considerado é que existe uma demanda reprimida no estado formado  por animais da fauna que ainda não foram apreendidos pela fiscalização. Esses animais estão em lares sendo mantidos como animais domésticos, ou em criadouros ilegais. Essa realidade descortina um cenário no qual a qualquer momento um grande número de animais possa ser recolhido pela fiscalização, e faltar locais adequados para receber os animais apreendidos.

 A RESERVA NATURAL RELUZ, POR MEIO DO PROJETO REVOAR, CONTA COM O SEU APOIO PARA A CONSTRUÇÃO DE UM VIVEIRO DE REABILITAÇÃO E SOLTURA  MODELO, QUE ACOLHERÁ ANIMAIS APREENDIDOS PELOS ÓRGÃOS FISCALIZADORES.

É fato que há, no Espírito Santo, um déficit de infraestrutura adequada para receber os animais silvestres apreendidos, o que pode limitar ações importantes como, por exemplo, o controle do tráfico, especialmente do tráfico fomentado pelo comércio eletrônico, que tem se intensificado e do cativeiro ilegal.


O PROJETO REVOAR: VIVEIRO DE REABILITAÇÃO E SOLTURA DE PÁSSAROS SILVESTRES será ambientado na Reserva Natural Reluz e objetiva reintroduzir na natureza pássaros silvestres apreendidos pela polícia ambiental vitimas de tráfico, atropelamento, cativeiro irregular, ferimentos por linhas de cerol, entre outros tipos de crimes ambientais, ele também é parte importante do projeto de educação ambiental da Reserva, destinado às crianças, jovens e adultos.


Por meio de sondagem, observamos que o Viveiro Revoar contribuirá para com os trabalhos da Polícia Ambiental, pois possui uma localização estratégica, entre os viveiros de soltura mais próximos que ficam em Vargem Alta e Barcelona, na Serra. De Vargem a Barcelona, na Serra são cerca de 153 km e o Viveiro de Soltura Revoar está praticamente no meio dessa distância o que otimizará os trabalhos reduzindo custos como tempo de deslocamento dos animais e combustível das equipes de fiscalização.

O Projeto Revoar propõe acolher esses animais em um viveiro que segue as especificações do IBAMA, em um ambiente que simula o seu habitat natural, encostado na Mata da RPPN Reluz, onde eles poderão ter um comportamento natural readquirindo condicionamento físico e recebendo os cuidados para que possam ser soltos na natureza.

A Reserva Natural Reluz possui, ainda um pomar e realiza um processo contínuo de plantio de frutíferas que são fontes de alimentação para natural para os animais, tantos do viveiro, quanto, já soltos e já existem plantadas árvores como embaúbas, amoreiras, araçáuna, figueiras, araçás, palmeiras de diversas espécies incluindo Juçara, entre outras e gramíneas nativas comuns ao ES.

O projeto Revoar também amplia a sua atuação para o campo da pesquisa. A Reserva Natural Reluz abre as suas portas para estudantes e pesquisadores de graduação e pós-graduação que, em parceria com o IEMA, poderão realizar os seus trabalhos, contribuindo para com os estudos sobre impactos ambientais e diferentes espécies.

Esse projeto busca, também, sensibilizar o público sobre a questão do tráfico de animais e a importância de nunca comprar ou manter aves silvestres como animais de estimação, bem como priorizará o desenvolvimento de campanhas de conscientização por meio de material impresso, ¾ site, folders, cartilhas, livros, etc.¾ e ações coletivas. 


ETAPAS DO PLANO DE AÇÃO DO PROJETO REVOAR

Etapa 1

- Captação de recursos para a construção do Viveiro,
- Sensibilização da comunidade do entorno da Reserva para o recebimento do Viveiro de soltura.

Etapa 2
- Construção do Viveiro de Soltura Revoar,


Etapa 3
- Recebimento de aves apreendidas para reabilitação e soltura,
Educação ambiental


Faça a sua doação na conta do Banco do Brasil ou no PicPay


Banco do Brasil
Agencia: 3193-3
Conta Corrente: 31917-1
(em nome de Renata Oliveira Bomfim
CPF: 031.448.157-56)


PicPay: @projetorevoar


O doador receberá deve enviar um e-mail para renatabomfim2006@gmail.com com o comprovante de depósito e receberá os nossos livros em PDF e um brinde surpresa.









A Gestora da RPPN Reluz, de Marechal Floriano, participa da Roda de Debate "Rio Itaúna Sempre Vivo", no Festival Seja 2030.






sábado, 12 de outubro de 2019

RPPN Reluz recebe homenagem no Dia Mundial dos Animais


Reserva Natural Reluz recebe homenagem na Assembleia Legislativa do ES em reconhecimento aos trabalhos realizados em defesa do bem-estar animal no Espírito Santo

No dia 11 de outubro de 2019 a Assembleia Legislativa do ES realizou uma sessão solene em homenagem ao Dia Mundial dos Animais. Esse evento, inédito no estado, foi proposto pela Deputada estadual Janete de Sá, que também preside a CPI contra os maus-tratos no ES, reuniu protetores, cuidadores, ambientalistas e órgãos públicos que militam no campo do bem-estar animal. 

Entre os homenageados o Projeto Tamar, a sessão de bem-estar animal da OAB, a Delegacia de crimes ambientais, a Sociedade Protetora dos Animais (SOPAES) e a Policia Militar Ambiental. 

A Reserva Natural Reluz, nos seus 12 anos de existência, tem trabalhado pelo bem-estar animal, cuidando de animais silvestres e ajudando animais domésticos por meio de resgate e encaminhamento para adoção consciente. 

Sentimos-nos honrados com essa distinção que faz reafirmar o nosso propósito com a causa! Lembrando que no ES, atualmente, cerca de 27 espécies de aves estão em vias de extinção e outras espécies silvestres estão altamente vulneráveis.

Durante a cerimônia, o padre Gudialace Silva de Oliveira abençoou os animais  e seus tutores, o tenente-coronel Cosme Carlos da Silva, comandante da Polícia Militar Ambiental, destacou que só no primeiro trimestre de 2019 foram resgatados 2.310 animais silvestres para serem reintroduzidos na natureza e apreendidas 69 armas de caçadores.

A gestora da Reserva Natural Reluz, Renata Bomfim, falou em nome dos homenageados:  “A gente cuida dos animais silvestres, mas também de domésticos que são abandonados. Urge cada vez mais políticas públicas. Agradeço em nome de todos os protetores essa abertura para que aqueles que não têm voz sejam escutados, ouvidos”.

A Reserva Natural Reluz esteve presente, juntamente com a deputada Janete de Sá e entidades protetoras dos animais, em uma reunião com o governador Renato Casagrande (PSB) onde ficou acordado que que a causa do bem-estar animal será inserida na Lei Orçamentária, priorizando programas de castração vacinação e cuidados contra as principais doenças e tumores que acometem os animais.