quinta-feira, 12 de março de 2020

Parceria entre a Reserva Natural Reluz e PRF-ES alerta motoristas para a questão do atropelamento de animais silvestres nas rodovias

O Projeto Reluz na Estrada, da RPPN Reluz, mais uma vez, reuniu-se ao projeto Cinema Rodoviário, da PRF-ES , para uma campanha educativa alusiva ao Dia Internacional da Mulher.
Segue reportagem postada no site da PRF.



PRF realiza fiscalização com comando formado por mulheres na Serra/ES


Durante a fiscalização, foi priorizada a abordagem em veículos conduzidos por mulheres.

Em homenagem ao dia Internacional da Mulher, a Polícia Rodoviária Federal no Estado do Espírito Santo (PRF/ES), realizou na manhã desta quinta-feira (12), comando de fiscalização formado por policiais femininas.
As policiais reuniram-se em frente a Unidade Operacional da Serra/ES, no Km 251 da BR 101, para realizar um comando de fiscalização onde priorizou abordagem a veículos conduzidos por mulheres.
Durante a ação, foram consultados veículos, condutoras e ocupantes, sendo repassadas orientações de Educação para o Trânsito por meio de palestras e vídeos que buscam conscientizar as condutoras para uma direção segura e para as consequências das infrações mais cometidas como: ultrapassagem proibida, excesso de velocidade, uso do celular ao volante, falta da cadeirinha, calçado inadequado, falta do uso do cinto de segurança, entre outros.
O comando de educação para o trânsito, contou com a participação da representante da Reserva Natural Reluz, Renata Bomfim, que orientou os participantes sobre o cuidado com os animais que transitam pelas rodovias: “Com o respeito as leis de trânsito e aos limites de velocidade é possível salvar os animais que passam nas rodovias evitando também que ocorra acidentes mais graves.” Afirmou Renata.
Ao final das orientações, as condutoras participantes receberam de lembrança livros escritos por autores capixabas, doados pela Academia Feminina Espírito-Santense de Letras (AFESL).

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

‘O lucro é a vida’, afirma proprietária de RPPN em Marechal Floriano (Reportagem Século Diário)

Renata Bomfim alerta para os perigos da ampliação da monocultura de eucalipto na região.

“A preservação do meio ambiente é que traz o lucro, o lucro é a vida. Há um entendimento muito errôneo com relação ao que é lucro e sucesso. Sucesso é uma cidade com oxigênio pra respirar, é ter mata, ter floresta, ter oxigênio, ter água, ter alimentos saudáveis”.

A afirmação, aparentemente ingênua e utópica, é da ambientalista e escritora Renata Bomfim, proprietária da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Reluz, em Marechal Floriano, na região sudoeste serrana capixaba, que tem se tornado cada vez mais um polo de educação ambiental, por meio de ações práticas, como meliponário e viveiro de soltura de animais, além de palestras em escolas e outras instituições e campanhas contra atropelamento de animais silvestres nas estradas.

“Seria muito bom a chegada do eucalipto acompanhada de uma preocupação ambiental real e não apenas ampliação da monocultura. Que o lucro fosse uma consequência de um negócio”, provoca, levantando um alerta de preocupação com relação à instalação de uma fábrica de papel higiênico em Cachoeiro de Itapemirim, na região central sul do Espírito Santo, e o investimento anunciado, pela Suzano (ex-Aracruz Celulose, ex-Fibria), de meio milhão de reais para ampliar os monocultivos de eucalipto no Estado. 

“É preciso investir em economia criativa, produção de alimentos saudáveis, recuperação do solo, das matas, dos rios” convoca. “Ninguém faz turismo em plantação de eucalipto”, ironiza.

O montante total previsto pela multinacional para aplicação no Espírito Santo é de R$ 930 milhões, sendo R$ 130 milhões para a implantação da fábrica no distrito de Safra, investimento que irá gerar, segundo a própria papeleira, 87 empregos diretos e cerca de 200 diretos e indiretos, “considerando toda a cadeia de negócios movimentada pela atividade”. Numa conta simples, tem-se a média de R$ 650 mil por emprego direto e indireto.

“Acredito que é emergencial um despertamento da sociedade para a questão ambiental. Há doze anos não via o braço Sul do Rio Jucu subir tanto, de forma que nem pudemos atravessar a estrada para chegar à reserva”, relata, referindo-se às enchentes de janeiro último.

“Assistimos as catástrofes acontecerem e é preciso que as pessoas se perguntem o porquê”, provoca, citando “as construções irregulares à beira dos rios, as represas que estrangulam o fluxo das águas e rompem ou ameaçam romper durante as enchentes, o desmatamento que empobrece a biodiversidade e resulta no assoreamento dos leitos, a monocultura que contribui enormemente para o desequilíbrio natural e desconecta os fragmentos de floresta tão necessários para os animais silvestres”. “Enfim, esses são apenas alguns motivos das tragédias cotidianas e todos elas nos dizem respeito. “É preciso um pacto social em torno da questão ambiental”, roga.

Os monocultivos de eucalipto e café são os mais agressivos na região da RPPN, observa Renata. Fragilizam o solo, empobrecem a biodiversidade, assoreiam os rios, contaminam as águas e todo o ambiente com agrotóxicos.

Esta semana, conta a RPPNista, vários pássaros mortos foram encontrados na reserva. Dias após um grande sumiço das belas aves. “Acredito que esteja vinculado ao agrotóxico. Se não mudarmos esse cenário, teremos matas vazias e depois nem isso, porque sem os animais a floresta mingua”, adverte.

Localizada no Braço Sul do Rio Jucu, que abastece a região metropolitana da Grande Vitória junto com o Rio Santa Maria, a RPPN Reluz tem o rio como uma das principais referências para preservação. Nesse sentido, ainda no contraponto à ampliação das monoculturas, Renata reafirma a necessidade de respeitar os limites do rio e restituir a mata ciliar.

As boas práticas ambientais devem fazer parte do dia a dia até se tornarem rotina, preconiza a ambientalista e escritora. “O poder público deve fiscalizar e punir os infratores, mas deve também contribuir para que as pessoas tenham acesso ao conhecimento, fomentar a educação ambiental. Muitos infratores não têm consciência do poder devastador de seus atos e precisam de alternativas, por isso surge a criação de políticas públicas que incentivem produções e fazeres pautados na sustentabilidade. Precisa apoiar as iniciativas da sociedade civil, como as RPPNs, e parcerias sempre, pois os problemas ambientais são complexos e ninguém sozinho conseguirá dar conta deles na totalidade. Nesse caso vale a máxima: a união faz a força!”, argumenta.

Vizinho à Reluz, o proprietário rural Antonio Darcy Fim concorda com o discurso e a prática da RPPN. “Eu já tenho essa consciência, minha filha fez mestrado em Engenharia Ambiental. Preservamos a água. Nossa nascente estava definhada, mas aí plantei, deixei mata em volta, e ela voltou. Hoje é ela quem irriga nosso pomar e café, mas já chegou até a abastecer a casa”, conta, orgulhoso, ressaltando que, dos seis hectares da propriedade, 4,5 são dedicados à preservação ambiental.

O rio Jucu também é motivo dos cuidados da família, que já plantou bambu nas margens e não constrói nem faz nenhum plantio comercial na área da mata ciliar. Sobre o Braço Sul do Rio Jucu, aliás, Antonio Fim também enfatiza sua subida extraordinária este ano, como consequência do mau uso do solo e um alerta pra mudanças necessárias.

“O rio ficou muitos anos com um nível muito baixo. Ninguém nunca tinha visto o rio encher tanto em janeiro”, testemunha. “Estamos do lado direito. Do lado esquerdo, tem muita estrada, muito platô, muito loteamento. O rio nunca tinha subido tanto, tem gente mudando conceito e falando agora ‘não vou construir ali perto porque ele sobe’. Não se pode subestimar a força da natureza”, ensina.

“Nós, da Reserva Ambiental Reluz, temos um sonho, não sei se viveremos para vê-lo realizado, mas, se preciso, morreremos lutando por ele. O nosso sonho é que nenhum pássaro viva aprisionado, que todos cantem em liberdade”, evoca Renata. 

FONTE   

Carnaval da sustentabilidade na RPPN Reluz 2020

Amigos, esse ano mais um tanto de árvores foram plantadas no carnaval: abacateiros, paus-brasil e jaqueiras. As fruteiras foram plantadas próximas ao meliponário que recebeu mais uma colmeia de abelhinhas em ferrão levada pelo amigo e presidente de honra da AME-ES Adailton Gonçalves. 
Vamos todos plantar árvores, pois, 
Alalaô, mas que calor!


Recebendo a visita da amiga Viviane Casoti.
Luiz Bittencourt e Adailton Gonçalves.
Renata Bomfim, Evita Peron e Luiz Bittencourt.






Na avenida: Carro alegórico da Reluz



Inauguração do Meliponário Reluz no Dia Nacional das RPPNs 2020, em Marechal Floriano/ ES.


domingo, 2 de fevereiro de 2020

RPPN Reluz firma parceria com a AME-ES e inaugura o Meliponário Reluz no Dia nacional das RPPNs/ 2020





Diretoria da Associação de Melipolicultores do ES:  Presidente de Honra Adailton Gonçalves Pinheiro, Presidente João Luiz Teixeira Santos, Tesoureira Adriana Pessotti Bastos e gestores da RPPN Reluz Renata Bomfim e Luiz Bittencourt.

Nossa amizade com a Associação de Meliponicultores do ES, a AME-ES, já é antiga, foi com essa turma animada que passamos a conhecer melhor as abelhas nativas brasileiras e o quanto é urgente ações de preservação para que elas não desapareçam, a exemplo da Uruçu capixaba que ainda correr risco de extinção. No dia 31 de janeiro de 2020, Dia Nacional das RPPNs, essa amizade ganhou contorno institucional e a RPPN Reluz e a AME-ES firmaram um termo de parceria e inauguraram o Meliponário Reluz., destinado a educação ambiental.

Foi uma manhã muito agradável e produtiva. Tivemos a alegria de ter na inauguração representantes da Secretaria Municipal de Meio ambiente de Marechal Floriano, do Vereador de Marechal Floriano Ubaldino Saraiva, juntamente com o com o técnico do INCAPER Cesar Krohling; do fotógrafo e observador de aves membro do AMOAVES e do COA João Andrade, do Superintendente do IBAMA Diego Libardi e dos analistas ambientais do IBAMA Décio Luiz C. Motta e Rosângela Laia, do Secretário interino de Meio Ambiente do Estado do Estado Elber Dos Reis Tech e os nossos vizinhos.

Agradecemos muito a AME-ES por apoiar os projetos da Reluz, e estamos certos que essa parceria renderá bons frutos. 


Homenagens no Dia Nacional das RPPNs, na RPPN Reluz/ES

A RPPN Reluz concedeu o título de Amigos da RPPN Reluz a pessoas e instituições que são apoiadoras dos projetos da Reluz.

 Nosso agradecimento a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Marechal Floriano, nas pessoas do Secretário Sérgio Stein e dos biólogos Átila Domingues e Anderson Ferreira.

Prestamos uma homenagem aos nossos vizinhos, o Sr. Dalton e Dona Elza, que são os moradores mais antigos da região.

Nosso agradecimento ao Secretário interino de Meio Ambiente do Estados do ES Elber Reis Tech, extensivo ao Secretário de meio ambiente Fabrício machado.

Homenageamos o amigo e apoiador da RPPN Reluz Ubaldino Saraiva, vereador em Marechal Floriano e extensionista do INCAPER.

Nosso agradecimento ao mais novo parceiro de trabalho da RPPN Reluz, a Associação de Melipolicultores do ES (AME-ES). Na imagem Adailton Gonçalves Pinheiro, Presidente de honra, João Luiz Teixeira Santos, Presidente e Adriana Pessotti, tesoureira da AME-ES.

Homenageamos o amigo fotógrafo e observador de pássaros João Andrade, que acompanha e colabora com os trabalhos da RPPN Reluz desde a sua criação.

Nosso agradecimento a todos!

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Soltura de pássaros silvestres na RPPN Reluz celebra o Dia Nacional das RPPNs



Um momento muito emocionante da celebração do Dia Nacional das RPPNs 2020, na RPPN Reluz, foi o da soltura de pássaros apreendidos, pelo IBAMA, essa ação reforça o nosso esforço para a construção do Viveiro de Reabilitação e Soltura de pássaros silvestres na Reserva Natural Reluz, um sonho antigo que está prestes a se tornar realidade. 

Não sabíamos que o IBAMA traria pássaros para a soltura, foi uma surpresa que demonstra a sensibilidade dessa gestão em apoiar as iniciativas da sociedade civil organizada. Obrigada ao Superintendente do IBAMA Diego Libarde e aos analistas ambientais Décio Motta e Rosângela Laia. 

RPPN Reluz celebra, junto a autoridades e comunidade do entorno, o Dia Nacional das RPPNs




O dia 31 de janeiro é muito significativo para todos os RPPNistas. Foi por isso que, mesmo após alguns estragos deixados pela chuva, decidimos manter a ideia de fazer a celebração. Embora o tempo para organizar o encontro tenha sido bastante curto, pois a estrada estava interditada e não pudemos passar alguns dias antes,  tudo deu certo e realizamos esse sonho de fazer um 31/01 aqui na Reserva Reluz.

Esse ano dedicamos uma atenção especial à comunidade do entorno, convidamos os vizinhos para um delicioso café e bate papo sobre preservação ambiental. Contamos, para realizar tal tarefa, com a presença de um time de peso que atendeu ao nosso chamado. 

Estiveram presentes representantes da Secretaria Municipal de Meio ambiente, de Marechal Floriano, agradecemos as presenças dos biólogos Anderson V. Ferreira e Átila C. Domingues, extensivo ao Secretário Municipal de Meio Ambiente de Marechal Sérgio Stein; a Diretoria da Associação de Melipolicultores do ES, nas pessoas do seu presidente João Luiz Teixeira Santos, do Presidente de Honra Adailton Gonçalves Pinheiro e da Tesoureira Adriana Pessotti Bastos; Do Vereador de Marechal Floriano Ubaldino Saraiva, juntamente com o com o técnico do INCAPER Cesar Krohling; do fotógrafo e observador de aves membro do AMOAVES e do COA João Andrade, a quem agradecemos o registro do evento, do Superintendente do IBAMA Diego Libardi e dos analistas ambientais do IBAMA Décio Luiz C. Motta e Rosângela Laia, extensivo ao analista ambiental Josiano, grande apoiador do Reluz e do Secretário interino de Meio Ambiente do Estado do ES Elber Dos Reis Tech, extensivo ao Secretário Estadual de Meio Ambiente Fabrício Machado. Nosso agradecimento especial para os nossos vizinhos que compareceram, e o Sr. Dalton que recebeu a homenagem representando os moradores do entorno.

Foi um dia no qual pudemos compartilhar a nossa alegria pelas conquistas, muitas delas fruto de anos de trabalho voluntário, e renovar as forças para continuar lutando pelo meio ambiente e pelas RPPNs. 

Dedicamos essa edição do aniversário das RPPNs às abelhas sem ferrão e nesse dia foi inaugurado o Meliponário Reluz. Recebemos como presente uma caixa de abelhas jatai, da AMES e, na ocasião,assinamos um termo de parceria com a Associação de Meliponicultores do ES, unindo forças na preservação das abelhas nativas brasileiras.

Outro momento emocionante foi o da soltura de pássaros, pelo IBAMA, essa ação reforça o nosso esforço para a construção do Viveiro de Reabilitação e Soltura de pássaros silvestres na Reserva natural Reluz, um sonho antigo que está prestes a se tornar realidade. Não sabíamos que o IBAMA traria pássaros para a soltura, foi uma surpresa que demonstra a sensibilidade dessa gestão em apoiar as iniciativas da sociedade civil organizada. 

Nesse encontro sentimos nossos vínculos estreitados e foram discutidos ideias e projetos para Marechal Floriano, inclusive uma parceria entre o IBAMA, INCAPER e Câmara Municipal de Marechal Floriano para o manejo de cobras na região, tendo em vista o alto índice de matança que vem ocorrendo. 

Registramos o nosso agradecimento a todos esses parceiros e amigos, aos nossos vizinhos e felicitamos a todos os RPPNistas Capixabas e do Brasil por esse dia que nos conecta numa mesma energia e batida do coração.

Renata Bomfim

A RPPN Reluz, no Espírito Santo, realiza encontro para comemorar o Dia Nacional das RPPNs (31/01/2020)


As chuvas no ES e o Braço Sul do rio Jucu


A chuva no Espírito Santo chega, quase sempre, balizada por extremos, ora para mitigar um longo período de seca, como aconteceu em setembro de 2019, quando cerca de dezesseis municípios ficaram em estado de alerta, ora com catástrofes que atingem regiões inteiras, como aconteceu com o Município de Iconha, em janeiro desse ano, quando um rio se formou na praça central da cidade e pudemos observar o desespero dos moradores tendo as suas casas inundadas, carros e árvores sendo arrastados pela correnteza e prejuízos incalculáveis como a perda de vidas humanas e de muito animais.

É obvio que existe um desequilíbrio. 

Lembro que nas minhas primeiras lições de história a professora contava que a cheia do Rio Nilo era uma bênção para os egípcios, pois, fertilizavam o solo e o país era chamado então de "Celeiro do mundo". Que título ganharíamos hoje? 

O conhecimento específico/científico aumentou vertiginosamente e o ser humano involuiu em outros aspectos. Hoje, é inegável a existência de alterações no clima, e olha que eu não sou especialista nessa área, mas estudos sérios afirmam o que já observamos na vida cotidiana com relação à mudança na regularidade das chuvas, pode ser vinculada ao aquecimento global, por exemplo, chove em um dia ou dois o volume d'água que deveria chover em um mês. 

Enfim, a chuva afetou os capixabas grandemente nesses últimos dias, graças a Deus uma corrente de solidariedade se formou e muitas pessoas ajudaram os conterrâneos afetados, nós entramos nessa corrente. Um amigo nosso do Grupo de Meliponicultores do ES teve a sua casa arrastada pela chuva e também perdeu o seu pai, a AMES-ES, da qual somos membros, se reuniu e realizou uma rifa que arrecadou mais de dez mil reais, um apoio singelo frente à perda do amigo, mas que mostrou que as pessoas se importam, e tantos outros exemplos a gente presenciou. 

Marechal Floriano sempre sofre com alagamentos e, especialmente, com represas que ameaçam romper. Que mania o povo tem de fazer represa? O pobre Rio Jucu sofre horrores. O Braço Sul do Rio Jucu passa dentro da nossa Reserva Natural, nós o mimamos e as vezes até canto para ele e para as capivaras que ficam costurando as margens. Como eu amo meu riozinho! 

Pois bem, nessa chuvarada o riozinho cresceu, cresceu e sua margem triplicou, ele alcançou a estrada e nem pudemos passar com o carro na reserva, tivemos que ir a pé levar comida para os animais resgatados e em transição para a mata. Fiquei olhando para o meu Jucu, nunca o vi tão decidido. 



O alerta está dado, ou a sociedade muda ou a natureza irá se reorganizar, não tem nada haver com ódio ou vingança da natureza, a natureza é dádiva de vida, até mesmo na morte, ela é puro amor, mas, há consequências para os atos de uma sociedade que não vê como prioritário o respeito ao meio ambiente e que venera o lucro acima de tudo.

O ser humano precisa DESPERTAR, se conscientizar de que há consequências para os seus atos: Marianas, Brumadinhos, garimpos, desmatamentos, queimadas, plantio de monoculturas, caça, e outras desgraças arraigadas na cultura e que precisam mudar. Ou mudamos ou a natureza nos ensinará uma lição definitiva, disso não tenho dúvidas. 

Enquanto isso, continuaremos cuidando da nossa florestinha, e eu continuarei cantando para o nosso braço sul do Rio Jucu.

Renata Bomfim