sábado, 21 de novembro de 2020

A Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) publica entrevista com a escritora e candidata a vereadora pelo PV em Vitória-ES, Renata Bomfim


 Eu sou Renata Bomfim, ambientalista, professora e escritora. É a primeira vez que me candidato à vereadora e o que motivou a tomar essa decisão foi a certeza de que nós, militantes da sociedade civil, precisamos ocupar os espaços políticos, especialmente quando não nos vemos representados nos nossos anseios mais íntimos, como a questão do direito dos animais.

Eu soube, por intermédio de um amigo abolicionista do Grupo capixaba Abolicionista pela Libertação Animal (GALA), que a Frente de Ações pela Libertação Animal (FALA) estava propondo aos candidatos uma carta de compromisso e logo me interessei em assiná-la, visto que os direitos dos animais e o vegetarianismo são temas estruturais da minha campanha para vereadora em Vitória, ES.

Observei que a carta proposta pela FALA tocava em temas importantes para a sociedade, especialmente em um momento na qual urge o despertar de uma consciência mais profunda para a questão ambiental, tempo de ações que promovam a paz social e a saúde coletiva. Vale destacar que a pandemia que assola o mundo está intimamente relacionada com a forma desrespeitosa e, muitas vezes criminosa, com a qual o ser humano lida com a natureza.

Essa carta de compromisso implica o candidato no combate à violência contra os animais e no enfrentamento do especismo próprio de uma sociedade na qual o ser humano se sente superior aos demais seres, acreditando-se, assim, no direito de discriminá-los, torturá-los, explorá-los e, até mesmo, de matá-los. Enquanto feminista, vejo no especismo a mesma desgraça social presente no sexismo e no racismo. A carta, sabiamente, relaciona a luta pelo direito dos animais à cultura da paz e a não-violência, o que fortalece tanto a democracia, quanto ajuda a criar uma sociedade realmente sustentável.

Outros temas importantes elencados no documento são a educação ambiental, a criação de unidades de saúde que atendam a animais abandonados; a realização de campanhas que esclareçam e estimulem a adoção; leis que proíbam o uso de fogos de artifício ruidosos e, outras, ligadas ás leis de crimes ambientais como a proibição da caça.  Outro aspecto que julgo importante no documento é o incentivo ao vegetarianismo por meio de campanhas educativas, da criação de leis que informem à população se há produtos de origem animal na sua compra, incentivos tributários para negócios que não explorem os animais, entre outros.  

 Eu e meu marido paramos de comer carne há cerca de quinze anos, por amor aos animais, e estamos certos que essa foi uma das melhores decisões que tomamos na vida. Muitas pessoas imaginam que é penoso parar de comer carne, mas depois de um tempo, ao se sentirem mais felizes e saudáveis, mudam de ideia. Obviamente, não pretendemos trabalhar essa questão na Câmara dos vereadores por meio da imposição, mas da informação e da educação ambiental. Acreditamos que um cidadão consciente deve refletir sobre os impactos dos seus hábitos, especialmente os hábitos alimentares, para o meio ambiente e é sabido que, com relação à saúde, os vegetarianos têm menor incidência doenças crônicas não transmissíveis  como a hipertensão, diabetes, diversos tipos de câncer e obesidade.  Vamos convidar cidadãos e cidadãs a serem simpatizantes do vegetarianismo, pois, mais que uma dieta, o vegetarianismo é uma forma de viver, uma escolha que inclui na vida valores como a compaixão, a ética, a saúde e a preservação ambiental.

Há treze anos, o desejo de preservar o meio ambiente nos levou a criar uma Reserva ambiental, atualmente uma RPPN que desenvolve variados trabalhos no campo da educação ambiental. A Reserva Natural Reluz já nasceu vegetariana, um projeto que deixa claro para as pessoas que nos visitam que aquele é um espaço de vida, um santuário.  A vivência como gestora de RPPN nos mostrou que se não forem criadas leis que incentivem práticas sustentáveis e protejam os animais e a floresta o destino próximo da sociedade será o caos. Foi essa triste constatação um dos motivos do nosso ingresso no pleito eleitoral.

Com relação ao teste de animais, posiciono-me contra, pois é uma forma cruel de exploração dos animais. Acredito que as experimentações com animais devem ser substituídas por aparatos tecnológicos que levem os futuros profissionais a uma prática humanizada. 

Algumas pessoas de início não compreendem algumas de nossas propostas, por isso dialogamos no sentido de esclarecer que quem se dedica à causa animal não desdenha das causas humanas, ao contrário, militam acreditando que essa causa é um caminho possível para o desabrochar da nossa humanidade e para uma vida mais saudável, sustentável e pacífica.

Renata Bomfim

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Candidata a vereadora pelo PV, Renata Bomfim assina carta de compromisso com a Frente do Abolicionismo Animal (FALA)

 

'Abolicionismo animal' em pauta nas eleições da Capital

"Enquanto houver matadouros, haverá campos de guerra". A famosa frase do célebre escritor russo Leon Tolstói, em defesa da dieta vegetariana, resume de forma radical a visão mais profunda sobre a influência que a alimentação humana exerce sobre a evolução moral das civilizações. Passados mais de cem anos de sua morte, a humanidade continua avançando nessa pauta, como ele mesmo já havia constatado em relação ao século XIX, tendo agora, como uma de suas bandeiras-conceito mais avançadas, o "abolicionismo" ou "libertação". 

Em nível nacional, a ONG Fala – Frente de Ações pela Libertação Animal -tem trabalhado na campanha Voto Animal, angariando apoio de candidaturas ao executivo e legislativo municipais por meio da assinatura de uma carta-compromisso com uma ampla pauta de defesa dos direitos dos animais. Até agora, 257 candidaturas assinam a carta, sendo treze de prefeituras, quatro delas em capitais.

O Espírito Santo marca presença com quatro nomes: Sérgio Sá (PSB), que disputa a prefeitura de Vitória, e três concorrentes à Câmara: Renata Bomfim (PV), Professor Gean Jaccound (Rede) e Naone Garcia (PSD).

A carta apresenta 31 propostas de ações que, apesar da aparente radicalidade do nome da entidade, são, em sua maioria, pragmáticas, facilmente compreensíveis mesmo para os recém-iniciados nas discussões sobre bem-estar animal (linha mais suave de defesa dos direitos dos animais) e amparadas na Constituição Federal, na Lei de Crimes Ambientais e em iniciativas e leis em tramitação no país já há algum tempo.

Diferentemente do que muitos poderiam imaginar, a alimentação não é o centro das propostas. Das 31, a dieta vegana (livre de qualquer proteína animal ou sofrimento animal) aparece em apenas três, que abordam o estímulo à capacitação de profissionais de saúde para atender pacientes veganos; o desenvolvimento de cursos, oficinas, degustações e demais ações de divulgação da dieta vegana; e o incentivo à oferta de refeições veganas em estabelecimentos públicos e privados, incluindo a rede de ensino, saúde, assistência social e de privação de liberdade.

Nessa linha, se situa a única mulher na lista da Fala no Estado. Professora, escritora, arte-terapeuta, ambientalista, proprietária de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e ex-presidente da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras, Renata afirma que, mesmo sendo vegetariana, entende que a alimentação é apenas uma parte da questão, e não necessariamente tem que ser a primeira a ser pautada num espaço complexo e democrático como o poder público.

"Vegetarianismo não como imposição, mas como uma referência, um hábito alimentar que nos encaminha para uma sociedade mais saudável, mais justa e menos violenta", defende. "Sustentabilidade é viva, ela pulsa. É muito pouco reduzir a sustentabilidade a um conceito! Hoje toda empresa é sustentável? O que que é isso? A sustentabilidade está nas pequenas práticas do cotidiano".

Para o Professor Gean,  "a proposta é ampla e ousada, mas não radical. É uma proposta para se pensar no futuro; ela está à frente de seu tempo. Alguns itens dizem respeito a Vitória, outros não, seja por já existirem leis em consonância com o exposto na carta, seja por se tratar de uma realidade diferente da nossa", declarou, citando a construção de um hospital veterinário público e a intensificação dos serviços de castração como pautas necessárias de serem discutidas na Câmara de Vitória, e outras que não estão no seu escopo de atuação caso eleito, como a proibição de uso de animal para tração, por já haver lei nesse sentido, e a proibição de caça de animais silvestres, por não se destacar na realidade da cidade.

Já Naone Garcia ressalta prioridades da carta como o incentivo à realização de eventos de adoção de animais abandonados; a política pública de castração de animais domésticos, comunitários e errantes; e a promoção de campanha de conscientização para a importância da adoção de animais domésticos. "Não concordo com os pontos que sugerem criar estruturas administrativas, porque isso onera o município, mas acredito que com adequação de processos e pessoal, as equipes atuais da prefeitura podem dar conta das demandas que são levantadas", ponderou.

Fundo e Conselho municipais

Há ainda proposta de criação de um fundo e um conselho municipal de proteção animal e de uma frente parlamentar com a temática; a proibição de queima de fogos de artifício ruidosos (a serem substituídos pelos silenciosos); a criação de um santuário de animais; a proibição da utilização de superfícies contínuas de vidro que atraem aves que se machucam ou morrem ao se chocarem contra elas; e uma política tributária que favoreça empreendimentos de venda de produtos ou serviços em que haja sofrimento animal e onere os que atuam no sentido contrário.

No documento, os candidatos se comprometem ainda a indicar, até o primeiro dia de seu mandato, caso eleito, uma pessoa da equipe para ser interlocutora junto à ONG e demais organizações parceiras para facilitar o diálogo constante; e o acompanhamento contínuo do cumprimento dos compromissos, com prestação de contas semestral.

Especismo e senciência

Na esteira do apoio às propostas, os candidatos são provocados a apoiar mobilizações nacionais em favor de inovações científicas que permitem a produção de cosméticos e medicamentos sem testagem em animais (não-humanos) e mesmo a produção de conhecimento científico como um todo sem os experimentos que utilizam, como cobaias, outros seres sencientes. Aqui, outro termo moderno, que também é apresentado para os que ainda não o conhecem: a capacidade que outros animais, não-humanos, possuem de sentir emoções e sentimentos de forma consciente, e que está associado ao igualmente contemporâneo conceito de "especismo".

"Considerar-se no direito de explorar outros indivíduos simplesmente porque pertencem a um outro grupo abstrato, desconsiderando suas propriedades concretas, é uma atitude discriminatória. Quando fazemos isso com os animais de outras espécies que também têm os mesmos interesses que nós, animais humanos, essa discriminação se chama especismo: uma atitude antiética e antropocêntrica baseada na ideia de que a espécie humana é tão mais superior, tão mais especial, que se vê no direito de explorar e, em muitos casos, torturar e assassinar animais de outras espécies, desconsiderando totalmente os interesses similares aos nossos que esses animais também têm", explica a Fala.

Em resposta, a entidade propõe "o conceito de Direitos Animais como o mais completo na atualidade relacionado à cultura de paz, sustentabilidade e justiça social, pois a defesa dos Direitos Animais engloba não somente a defesa dos animais sencientes de outras espécies contra o especismo, mas também nossa própria defesa (nós, animais humanos) contra qualquer forma de discriminação e opressão existente em nossa sociedade, promovendo também a defesa de todo o ambiente onde nós animais estamos inseridos, ou seja, a defesa da sustentabilidade em todas as suas dimensões".

Os crimes contra os animais, ressalta a entidade, "mancham nossa democracia, pois, numa verdadeira democracia, é preciso tratar com igual respeito todos os demais animais que também tenham os mesmos interesses que nós animais humanos".

Em coro, Renata afirma: "Não é conto de carochinha. Podemos dizer que é uma utopia possível. O respeito para com os animais é a base para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica".

Para além do respeito e da proteção das pessoas e demais animais sencientes, Renata propõe uma postura de empatia para com todas as formas de vida. "Precisamos pegar um caminho que nos leve para isso que a gente deseja, e passa por olhar pras criaturas, para uma árvore, e ver um ser que está aqui, muitas vezes, muito antes da gente, e que merece respeito", convida, ressaltando: cidades mais verdes são cidades mais seguras, mais saudáveis e onde vivem pessoas mais felizes. "Vamos abraçar as árvores, cuidar das árvores que estão nas nossas calçadas", poetiza.

sábado, 26 de setembro de 2020

'A gente percebe a mata diminuindo de forma perversa, aos pouquinhos' Proprietária de RPPN alerta: pandemia é mais uma evidência da urgência de proteger as florestas (Século Diário)

 'A gente percebe a mata diminuindo de forma perversa, aos pouquinhos'

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Saíra-apunhalada, ave das montanhas capixabas que precisa ser preservada

Na região serrana do Espírito Santo, mais especificamente Vargem Alta, encontra-se essa espécie extremamente ameaçada de extinção. Essa ave habita florestas úmidas em altitudes de 700 a 1250 e o seu habitat está rochas, derrubada de árvores, extração ilegal de palmito e expansão de áreas sofrendo grande devastação por atividades exploratórias como extração de para formação de pastagens, plantio de eucalipto e lavouras de café.
Segundo a Wikiaves, atualmente, uma das grandes ameaças à sua sobrevivência é a falta de Unidades de Conservação de proteção integral nas áreas onde tem sido observada com mais frequência.  A saíra-apunhalada é uma ave passeriforme da família Thraupidae e criticamente em perigo. Por mais de cem anos, permaneceu conhecida por um único exemplar, raríssimos avistamentos, como oito aves observadas em 1941 em Itarana (Espírito capturado em 1870, por Jean de Roure (Pacheco,1998). Só era conhecida por Conceição do Castelo, também nesse Estado. Em Santo), até ser registrada em 1998 nas florestas da fazenda Pindoba IV, em 2003, outros exemplares foram encontrados no município de Vargem Alta e mais recentemente, novos registros foram realizados. Trata-se de uma ave extremamente rara, com referência nas mais importantes listas de aves ameaçadas do mundo.  
O nome “saíra-apunhalada” faz referência à mancha vermelha nas proximidades da garganta da espécie, que, em contraste com o peito branco, lembra uma mancha de sangue, como se o

animal tivesse sido “apunhalado” no peito por algum objeto perfurante. Mede entre 12,5 e 14 centímetros de comprimento e pesa cerca de 22 gramas. A testa é preta e não apresenta mancha loral branca (Ridgely, 1989). Partindo da testa preta, uma larga faixa preta se estende por sobre os olhos e termina logo após de coloração a região auricular. Sua coroa é cinza claro. A nuca, o manto e o uropígio são cinza puro. Asas e cauda de cor preta. O ventre, os flancos e o crisso, bem como as penas infracaudais são brancos. O bico curto é escuro, quase preto, a íris é de coloração alaranjada e os tarsos e pés são rosados.

fontedas informações: Wikiaves https://www.wikiaves.com.br/wiki/saira-apunhalada

sábado, 20 de junho de 2020

Diretoria do Instituto Ambiental Reluz (2020-2023)

O INSTITUTO AMBIENTAL RELUZ é uma instituição não governamental e  sem fins lucrativos que tem como objetivos promover e estimular os valores humanistas, a preservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável por meio da educação ambiental, da pesquisa científica e de ações e vivências socioambientais. O INSTITUTO AMBIENTAL RELUZ possui sede na cidade de Marechal Floriano /ES, na Reserva Natural Reluz, RPPN que está localizada na ES 470, Estrada Reserva Natural Reluz, s/n, Distrito de Boa Esperança, Município de Marechal Floriano/ES.

O Instituto Ambiental Reluz é formado por profissionais de variadas áreas do saber humano, amigos(as) comprometidos(as) com as causas educacional, cultural e ambiental, que se reuniram para desenvolverem ações de proteção e cuidado para com o meio ambiente, especialmente por meio da educação ambiental.

Conheça um pouco sobre os membros da diretoria do Instituto Ambiental Reluz:

Presidente: Renata O. Bomfim


Renata Bomfim é doutora em letras pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com bolsa de pesquisa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/ CAPES, na Universidade de Évora, Portugal. Mestre em letras pela UFES com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa no Espírito Santo/ FAPES. Artista plástica graduada pela UFES, atuante nas áreas de arte-educação e arteterapia. Especialista em Arteterapia na Saúde e na Educação (UCAM /RJ), Psicossomática (FACIS/ SP) e Psicologia Analítica Jungueana (IBPP/ ES). Pesquisadora do CNPq desde 2007 no seguinte projeto: Figurações do feminino: Florbela Espanca et alii atuando como professora adjunta na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), no Departamento de Letras. Autora dos livros Mina, editora Floricultura/ES (2010), Arcano dezenove, ed. floricultura/ES (2011), Colóquio das árvores, ed. Chiado/ Lisboa (2015) e O Coração da Medusa (no prelo) e da Revista literária Letra e fel, (www.letraefel.com) on line desde 2007. Possui atuação efetiva na difusão da literatura produzida no Espírito Santo, sendo que representou o Brasil duas vezes (em 2014 e 2016) no maior festival de poesia da América Latina, o Festival Internacional de Poesia de Granada, na Nicarágua, e foi convidada para abrir o Festival Internacional de Poesia de Massaya, dando boas vindas aos poetas Latino-Americanos. É presidente  da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras (AFESL) e do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES). A escritora dirigiu programas socioambientais no Mosteiro Zen Budista, em Ibiraçu, entre os anos de 2008 e 2014 e é proprietária da Reserva Natural Reluz, criada em 2007 e transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural em 2017.

Vice-Presidente: Ester Abreu Vieira de Oliveira 









Professora e escritora, possui graduação em Letras Neolatinas pela Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória (1960), Especialização em Filologia Espanhola - Madri (1968) Mestrado em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Curitiba (1983), Doutorado em Letras Neolatinas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) e Pós-Doutorado em Filologia Espanhola: Teatro Contemporâneo- UNED - Madri (2003). Atualmente é aposentada e Professora Efetiva - (Voluntaria) e Emérita da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES- CCHN- DLL-PPG Mestrado e Doutorado em Estudos Literários. Foi professora e diretora de Pesquisa e Pós-Graduação (DIPEPG) do Centro de Ensino Superior de Vitória. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas Estrangeiras Modernas, com estudos sobre a poesia, o teatro e a narrativa das literaturas hispânicas e literatura brasileira. É presidente da Academia Espírito-santense de Letras e vice-presidente da  Academia Feminina Espírito-santense de Letras, membro efetivo do Instituto Histórico, Geográfico do Espírito Santo, Associação Brasileira de Hispanista, Asociación Internacional de Hispanista, à AITENSO. Coordenou eventos e publicações de obras e participa de conselhos editoriais no Brasil e no exterior. Desenvolve trabalhos no campo da escrita infantil com temas ambientais. 

Diretor secretário: Francisco Aurélio Ribeiro


Possui mais de 30 anos de experiência na área de Ensino e Pesquisa. Esta significativa experiência docente provém de sua atuação como professor em diversas Instituições de Ensino, públicas e privadas, com âmbito de atuação no Ensino Fundamental, Médio e Superior (Graduação e Pós-Graduação). Responsável pela orientação de teses de mestrado na área de letras da universidade Federal do Espírito Santo UFES. Participa também de diversas bancas de Defesa de Dissertação. Desenvolveu diversos trabalhos de pesquisa na área de literatura, possuindo mais de 40 livros publicados (gêneros infantil, crônica, conto e pesquisa) e vários artigos de sua autoria, participando com suas crônicas de colunas semanais no jornal A Gazeta. Foi Secretário de Cultura da UFES no período de 1992 a 1995, sendo responsável também pela coordenação de cursos em nível de Especialização e Pós-Graduação. Conduziu vários congressos como conferencista e apresentador de comunicação no Brasil e Exterior. Participou ora como examinador, ora como elaborador de provas de literatura em diversos concursos públicos e vestibulares em vários estados brasileiros. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e à Academia Espírito-santense de Letras, da qual foi presidente em três mandatos. Escreve livros infantis com temáticas ambientais e desenvolve um trabalho de preservação ambiental e de cuidado animal em Domingos Martins/ES. 

Diretor Financeiro: Luiz Alberto Carvalho Bittencourt




Atleta, escultor e criador e gestor da Reserva Natural Reluz e da RPPN Reluz, em Marechal Floriano/ES. Autor do site Mundo das corridas, que há mais dez anos incentiva as pessoas a dotarem uma vida mais saudável e sustentável. Criador do Trote ecológico na RPPN Reluz. 


Conselheira: Karina de Rezende Fohringer

Doutora em Letras (com ênfase em Estudos Literários - UFES. Mestre em Letras (com ênfase em Estudos Literários.  Pós-graduada (Especialização) em Teoria Psicanalítica e Práticas Educacionais (UNIG- 2007), graduada em Letras (UFES- 1991) e em Direito (UVV- 1991). Coordenou o Curso de Letras da Faculdade Saberes (ES), tendo também atuado como professora nessa mesma instituição. Trabalhou como professora da Prefeitura Municipal de Vitória, de 1994 a 2011. Em dezembro de 2008, foi empossada membro titular da cadeira nº 8 da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras (AFESL). Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES). Professora convidada dos Cursos de Especialização Lato Sensu em: Linguagens: língua e literatura (Faculdade Saberes) e Educação (FABRA).  Desde 2017, atua como Professora de Português na Universidade de Viena (Zentrum für Translationswissenschaft) e no Landesschulrat für Niederösterreich em St. Pölten e em Mödling na Áustria.

Conselheira: Simone Patrocínio de Almeida


Graduada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Universidade Vila Velha (UVV). Pós-graduada em MBA em Gestão de Empresas de Mídia (UVV). Mestre em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Profissional com ampla experiência em design gráfico, projetos gráficos de revistas, livros e informativos institucionais. Consultora na área de comunicação organizacional da empresa Pinturas Ypiranga Ltda. Diretora de Conteúdo do portal Panela Audiovisual. Experiência na área de Comunicação organizacional, com ênfase em Comunicação Institucional, atuando principalmente nas seguintes áreas: comunicação estratégica, design gráfico, cultura, jornalismo, e gerenciamento de redes sociais.

Conselheiro: João Luiz Castello Lopes Ribeiro

Advogado, engenheiro e escritor ex-presidente da Academia de Letras da Serra e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do ES. 

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Caminhos da educação ambiental (Reserva Natural Reluz)

Educação ambiental





Nossa história no campo da 
Educação Ambiental


A nossa história com a educação socioambiental começou de fato em 2008, com um convite para mediar um grupo de policiais militares capixabas no Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem, em Ibiraçu/ES, trabalho  realizado em parceria com o IEMA e o ESESP. 
Eu já cheguei no Mosteiro Zen vegetariana, reciclando o lixo e defendendo os animais e as árvores, então, a identificação foi imediata e teve início, assim, uma parceria de trabalho que estendeu entre os anos de 2008 e 2014.  

A nossa formação profissional transdisciplinar e direcionada para a mediação de grupos sociais e entre as experiências vivenciadas alegra-se  ter participado da estruturação de variados serviços de saúde mental no Espírito Santo, entre eles o CAPS- Ilha de Santa Maria, primeiro CAPS do ES; do primeiro Ambulatório de Saúde Mental para crianças e adolescentes no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM), em 2003. Posteriormente, como membro da diretoria do Programa CDSM, agora no  Campus Goiabeiras, estruturamos  o Centro de Atenção Continuada à Infância e Adolescência (CACIA). Trabalhando no CACIA tivemos a oportunidade de tomar contato com outros públicos nas oficinas, especialmente a partir de um convênio estabelecido com o Hospital infantil. Acolhemos nas oficinas terapêuticas crianças e adolescentes com distúrbios alimentares e outras que haviam tentado o suicídio. 

Em 2000, tive a graça de estagiar no Museu de Imagens do Inconsciente[1], foi enquanto fazia a pós-graduação em Arteterapia na Saúde e na Educação na Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Essa foi uma oportunidade para me aprofundar na obra da Dra. Nise da Silveira, essa pesquisa se complementou com a próxima pós-graduação, essa em Psicologia Analítica Junguina, pela Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo (FACIS). Especializei-me, também, em Psicossomática, pela mesma faculdade, em 2006. Foram tempos de entrega à pesquisa no campo da saúde mental.

Em 2009 defendi a dissertação intitulada Vozes femininas: a polifonia arquetípica na obra de Florbela Espanca. O desejo de pesquisar o universo arquetípico feminino instigou novas buscas e, em 2010 ingressei no doutorado de Letras da UFES, agora pesquisando a relação comparatista entre a obra de Florbela Espanca e Rubén Darío, poeta nicaraguense considerado “pai das letras castelhanas” e “Cisne da América”. 

Em 2014 defendi a tese intitulada A Flor e o Cisne: diálogos poéticos entre Florbela Espanca e Rubén Darío. As pesquisas de doutorado demandaram um mergulho na literatura Iberoamericana e me deram a oportunidade de viajar para a Nicarágua, Portugal e Espanha, mapeando textos manuscritos, cartas, informações que resultaram num trabalho que teve a inserção de quarenta cartas inéditas. Um percurso de conhecimento e de autoconhecimento que abarca, também, uma produção como escritora e pesquisadora, história rica e estimulante que pode ser acompanhada no site letra e fel,  (www.letraefel.com). 

Volto ao ano de 2008, quando recebi o convite para realizar a vivência com policiais no Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem. Nessa época já integrara à minha práxis as expressões plásticas e literárias. 
O Mosteiro Zen Budista é um Polo de educação ambiental reconhecido pela UNESCO como um Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. No Mosteiro desenvolvi projetos e programas socioambientais e de qualidade de vida para diferentes grupos, especialmente dentro dos Programas[2] ZENZINHOCOMPAZ: a ética policial e a vivência socioambiental e ZEN MANAGEMENT. Essas experiências me mostraram que o tratamento da saúde mental pressupõe mais que a ausência de doenças, antes é um conceito que se relaciona com qualidade de vida emocional e cognitiva, e que o tratamento deve ir além dos consultórios.  A depressão, a ansiedade, a angústia e os transtornos psicossomáticos podem se tornar um dizer direcionados à saúde.

Em 2014 recebi o convite do Governo do Estado do ES para desenvolver um plano de atividades lúdicas terapêuticas para dezesseis comunidades terapêuticas (CTs). Ingressei na equipe do Projeto Terapêutico e Social do Centro de Acolhimento para Pessoas com Dependência Química, mais conhecido como “Rede Abraço”. Por meio desse trabalho pude conhecer os direcionamentos para o tratamento dados pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Droga (SENAD) e a trabalhar com esse novo público, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Passei a desenvolver um programa de atividades lúdica terapêuticas voltado para as Comunidades terapêuticas (CTs) credenciadas pelo Governo. Esse trabalho abarcou o treinamento das equipes das CTs, a estruturação e orientação de ações e projetos culturais, artísticos e educacionais para os acolhidos e a realização de variadas oficinas terapêuticas e de geração de renda. 
Em janeiro de 2015 já colhíamos alguns frutos desses trabalhos, especialmente como as “RODAS DE LEITURA REFLEXIVA” e com as bibliotecas estruturadas em algumas CTs. Esse percurso, nada linear, continuou e em 2016 ingressei na UFES como professora de literatura, ministrando, entre outras matérias, LITERATURA DO ESPÍRITO SANTO E LITERATURA DE AUTORIA FEMININA EM LÍNGUA PORTUGUESA (PORTUGAL- BRASIL E ANGOLA).

 Hoje dedico-me a projetos de educação ambiental na Reserva Particular do Patrimônio Natural Reluz (RPPN Reluz), de minha propriedade, situada em Marechal Floriano e presto atendimentos no me espaço terapêutico particular, localizado em Vitória, onde também desenvolvo cursos, oficinas terapêuticas e grupos de estudos. 

Na RPPN Reluz realizamos retiros e vivências, amparados por uma prática pedagógica que tem como aporte a teoria da mudança social, como propôs Paulo Freire mediamos ações que elevam o nível de percepção crítica dos indivíduos, buscando com que esses se reconheçam como essenciais em toda e qualquer ação que promova uma melhoria na sua vida e contribua para a melhoria da sociedade. Partimos do pressuposto de que é possível diminuirmos os impactos ambientais causados pelo mau uso dos recursos naturais e construirmos espaços de referência que mantenham uma relação equilibrada com o meio ambiente. 
As ações de educação ambiental que realizamos parte da sensibilização das pessoas para o meio ambiente a partir do reconhecimento de si como parte do mesmo.  Reconhecer-se como elemento importante no processo de mudança social é essencial para professores, alunos e sociedade como um todo, pois, torna possível ao indivíduo cumprir um papel dinamizador e integrador das ações socioambientais a partir da participação efetiva nas pautas de interesse comum.

"O NOSSO DESAFIO É EDUCAR PARA A SUSTENTABILIDADE" 
Renata Bomfim

Oficina terapêutica no programa Compaz

 Oficina terapêutica no programa Compaz
 Oficina terapêutica no programa Compaz
 Oficina terapêutica no programa Compaz
 Exposição dos pacientes do CAPS-Ilha
 Oficinas Terapêuticas para policias militares ambientais
Acolhido fraquentando biblioteca criada em CTs




[1] Dessa experiência nasceu o GRUPO DE ESTUDOS NISE DA SILVEIRA, um interprojeto do CDSM que funcionava na minha casa acolhendo alunos de psicologia, artes e outros cursos da UFES, entre dezenas de felinos, para a leitura e discursão da obra da Dr.ª Nise e de Jung.
[2] O Zenzinho atende crianças da rede pública capixaba, sensibilizando os jovens para a importância das boas práticas para uma vida sustentável. No Zen Management trabalhava com gestores de empresas públicas e privadas e profissionais liberais e o COMPAZ, sob a forma de educação continuada, trabalhei com policiais militares e militares ambientais do Estado do Espírito Santo.