Educação ambiental





Nossa história no campo da 
Educação Ambiental


A nossa história com a educação socioambiental começou de fato em 2008, com um convite para mediar um grupo de policiais militares capixabas no Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem, em Ibiraçu/ES, trabalho  realizado em parceria com o IEMA e o ESESP. 
Eu já cheguei no Mosteiro Zen vegetariana, reciclando o lixo e defendendo os animais e as árvores, então, a identificação foi imediata e teve início, assim, uma parceria de trabalho que estendeu entre os anos de 2008 e 2014.  

A nossa formação profissional transdisciplinar e direcionada para a mediação de grupos sociais e entre as experiências vivenciadas alegra-se  ter participado da estruturação de variados serviços de saúde mental no Espírito Santo, entre eles o CAPS- Ilha de Santa Maria, primeiro CAPS do ES; do primeiro Ambulatório de Saúde Mental para crianças e adolescentes no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM), em 2003. Posteriormente, como membro da diretoria do Programa CDSM, agora no  Campus Goiabeiras, estruturamos  o Centro de Atenção Continuada à Infância e Adolescência (CACIA). Trabalhando no CACIA tivemos a oportunidade de tomar contato com outros públicos nas oficinas, especialmente a partir de um convênio estabelecido com o Hospital infantil. Acolhemos nas oficinas terapêuticas crianças e adolescentes com distúrbios alimentares e outras que haviam tentado o suicídio. 

Em 2000, tive a graça de estagiar no Museu de Imagens do Inconsciente[1], foi enquanto fazia a pós-graduação em Arteterapia na Saúde e na Educação na Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Essa foi uma oportunidade para me aprofundar na obra da Dra. Nise da Silveira, essa pesquisa se complementou com a próxima pós-graduação, essa em Psicologia Analítica Junguina, pela Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo (FACIS). Especializei-me, também, em Psicossomática, pela mesma faculdade, em 2006. Foram tempos de entrega à pesquisa no campo da saúde mental.

Em 2009 defendi a dissertação intitulada Vozes femininas: a polifonia arquetípica na obra de Florbela Espanca. O desejo de pesquisar o universo arquetípico feminino instigou novas buscas e, em 2010 ingressei no doutorado de Letras da UFES, agora pesquisando a relação comparatista entre a obra de Florbela Espanca e Rubén Darío, poeta nicaraguense considerado “pai das letras castelhanas” e “Cisne da América”. 

Em 2014 defendi a tese intitulada A Flor e o Cisne: diálogos poéticos entre Florbela Espanca e Rubén Darío. As pesquisas de doutorado demandaram um mergulho na literatura Iberoamericana e me deram a oportunidade de viajar para a Nicarágua, Portugal e Espanha, mapeando textos manuscritos, cartas, informações que resultaram num trabalho que teve a inserção de quarenta cartas inéditas. Um percurso de conhecimento e de autoconhecimento que abarca, também, uma produção como escritora e pesquisadora, história rica e estimulante que pode ser acompanhada no site letra e fel,  (www.letraefel.com). 

Volto ao ano de 2008, quando recebi o convite para realizar a vivência com policiais no Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem. Nessa época já integrara à minha práxis as expressões plásticas e literárias. 
O Mosteiro Zen Budista é um Polo de educação ambiental reconhecido pela UNESCO como um Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. No Mosteiro desenvolvi projetos e programas socioambientais e de qualidade de vida para diferentes grupos, especialmente dentro dos Programas[2] ZENZINHOCOMPAZ: a ética policial e a vivência socioambiental e ZEN MANAGEMENT. Essas experiências me mostraram que o tratamento da saúde mental pressupõe mais que a ausência de doenças, antes é um conceito que se relaciona com qualidade de vida emocional e cognitiva, e que o tratamento deve ir além dos consultórios.  A depressão, a ansiedade, a angústia e os transtornos psicossomáticos podem se tornar um dizer direcionados à saúde.

Em 2014 recebi o convite do Governo do Estado do ES para desenvolver um plano de atividades lúdicas terapêuticas para dezesseis comunidades terapêuticas (CTs). Ingressei na equipe do Projeto Terapêutico e Social do Centro de Acolhimento para Pessoas com Dependência Química, mais conhecido como “Rede Abraço”. Por meio desse trabalho pude conhecer os direcionamentos para o tratamento dados pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Droga (SENAD) e a trabalhar com esse novo público, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Passei a desenvolver um programa de atividades lúdica terapêuticas voltado para as Comunidades terapêuticas (CTs) credenciadas pelo Governo. Esse trabalho abarcou o treinamento das equipes das CTs, a estruturação e orientação de ações e projetos culturais, artísticos e educacionais para os acolhidos e a realização de variadas oficinas terapêuticas e de geração de renda. 
Em janeiro de 2015 já colhíamos alguns frutos desses trabalhos, especialmente como as “RODAS DE LEITURA REFLEXIVA” e com as bibliotecas estruturadas em algumas CTs. Esse percurso, nada linear, continuou e em 2016 ingressei na UFES como professora de literatura, ministrando, entre outras matérias, LITERATURA DO ESPÍRITO SANTO E LITERATURA DE AUTORIA FEMININA EM LÍNGUA PORTUGUESA (PORTUGAL- BRASIL E ANGOLA).

 Hoje dedico-me a projetos de educação ambiental na Reserva Particular do Patrimônio Natural Reluz (RPPN Reluz), de minha propriedade, situada em Marechal Floriano e presto atendimentos no me espaço terapêutico particular, localizado em Vitória, onde também desenvolvo cursos, oficinas terapêuticas e grupos de estudos. 

Na RPPN Reluz realizamos retiros e vivências, amparados por uma prática pedagógica que tem como aporte a teoria da mudança social, como propôs Paulo Freire mediamos ações que elevam o nível de percepção crítica dos indivíduos, buscando com que esses se reconheçam como essenciais em toda e qualquer ação que promova uma melhoria na sua vida e contribua para a melhoria da sociedade. Partimos do pressuposto de que é possível diminuirmos os impactos ambientais causados pelo mau uso dos recursos naturais e construirmos espaços de referência que mantenham uma relação equilibrada com o meio ambiente. 
As ações de educação ambiental que realizamos parte da sensibilização das pessoas para o meio ambiente a partir do reconhecimento de si como parte do mesmo.  Reconhecer-se como elemento importante no processo de mudança social é essencial para professores, alunos e sociedade como um todo, pois, torna possível ao indivíduo cumprir um papel dinamizador e integrador das ações socioambientais a partir da participação efetiva nas pautas de interesse comum.

"O NOSSO DESAFIO É EDUCAR PARA A SUSTENTABILIDADE" 
Renata Bomfim

Oficina terapêutica no programa Compaz

 Oficina terapêutica no programa Compaz
 Oficina terapêutica no programa Compaz
 Oficina terapêutica no programa Compaz
 Exposição dos pacientes do CAPS-Ilha
 Oficinas Terapêuticas para policias militares ambientais
Acolhido fraquentando biblioteca criada em CTs




[1] Dessa experiência nasceu o GRUPO DE ESTUDOS NISE DA SILVEIRA, um interprojeto do CDSM que funcionava na minha casa acolhendo alunos de psicologia, artes e outros cursos da UFES, entre dezenas de felinos, para a leitura e discursão da obra da Dr.ª Nise e de Jung.
[2] O Zenzinho atende crianças da rede pública capixaba, sensibilizando os jovens para a importância das boas práticas para uma vida sustentável. No Zen Management trabalhava com gestores de empresas públicas e privadas e profissionais liberais e o COMPAZ, sob a forma de educação continuada, trabalhei com policiais militares e militares ambientais do Estado do Espírito Santo.

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